quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Laço

‎"Crie laços com as pessoas que lhe fazem bem, que lhe parecem verdadeiras. Desfaça os nós que lhe prendem àquelas que foram significativas na sua vida, mas, infelizmente, por vontade própria, deixaram de ser. Nó aperta, laço enfeita. Simples assim."
(Caio Fernando Abreu)

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

sábado, 17 de novembro de 2012

Leite Derramado

"Mas bem antes da doença e da velhice, talvez minha vida já fosse um pouco assim, uma dorzinha chata a me espetar o tempo todo, (...)"

"E qualquer coisa que eu recorde agora, vai doer, a memória é uma vasta ferida"

"(...) naquele tempo a gente era veloz e o tempo se arrastava."

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Pimenta faz chorar

Essa semana, assistindo a vários curtas para ver se me inspiro para o trabalho da Maria Cristina me deparei com Pimenta que apenas lendo os dizeres "Bahia" e "anos 60" já me predispus a fazer alguma associação com o meu pai que passou seus primeiros anos de vida, toda a década de 60 nesse estado tão rico e tão pobre.
Provavelmente foi essa predisposição que criei tenha sido a responsável pelas lágrimas que derramei. Ainda não compreendi meu sentimento quando assisti a esse filme: seria nostalgia? Seria compaixão? Seria minha religiosidade à flor da pele? Seria culpa? Seria a minha infantilidade? Seria identificação com o nordestino?Seria sensibilidade demais?
Acho que simplesmente me vi ali na irmã do meio que não é tão criança quanto a mais nova e não é tão esperta quanto a mais velha e sofre por isso. O mimo do pai, ou da mãe acariciando esse meu coração que eternamente encontra-se saudosista quanto esses meus velhos.

domingo, 11 de novembro de 2012

- Ai que saudade disso

- Então pega pra criar! Não foi você que passou o dia inteiro com ele e vai passar hoje de novo! Aliás, segunda, terça, quarta, quinta (...) Ele é muito insuportável! Ele pega no pé e rola no meio da aula! E agora vem far que eu que sou fres...
- Você vai chorar, Nádia?
- EU VÔ!!!
- Aaaaaaf
- Ai que saudade disso!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

25 anos e 2 dias

Esta é a idade exata da minha família.
Aquele homem de cabelos enrolados, não coincidentemente, iguais ao meu e de nariz avantajado, não coincidentemente novamente, igual ao meu que muito sabe das coisas, que é tão conservador quanto um monge que vive em montanhas afastadas de um lugar que nem a geografia nomeou ainda, que muito trabalha, que muito se esforça, que pouco abre mão do trabalho e que nunca abre mão da fé. "O trabalho dignifica o homem" - Max Weber. Não é o dinheiro que o dignifica, e sim seu trabalho que só é feito para construir ou manter o mundo em sua ordem.
Aquela mulher dos cabelos negros, lisos, macios, gostosos de pentear que eu não consigo dizer mulher sem pensar em uma menina e que não consigo dizer menina sem pensar em uma mulher. Barriga no fogão, um olho na TV, pernas pro alto, um dedo no Facebook, deitada no bate e volta, passando o cartão tanto pra comprar quanto pra vender. Uma caixa de surpresas que solta sabedorias nos momentos mais inesperados; imagino que foi assim que foi criada: mil funcionalidades, mil ensinamentos aleatórios que são levados não por acaso.
Eles se conheceram de alguma maneira, não me recordo como. Se casaram e no dia que selaram a união eu já me considero viva. Considero vivas Mônica, eu e Ludmila. Considero viva a nossa história, até mesmo a que ainda não aconteceu, mas está aí, pronta pra viver.
Somos 5, somos diferentes, somos iguais, somos 4 meninas e 1 homem. Amamos, gritamos, conversamos, rimos, trocamos favores, trocamos peças de roupas, trocamos sorrisos, trocamos xingamentos, trocamos de cama, trocamos de toalha, trocamos de calcinha, trocamos de copo, trocamos de lado no sofá, trocamos palavras, trocamos ouvidos, trocamos conselhos, trocamos experiências, trocamos sugestões, trocamos sentimentos. Vivemos em associação mutualística, nada é de ninguém, tudo é de todo mundo e pra mim família é isso.

domingo, 4 de novembro de 2012

Não almoça junto todo dia. Perdemos essa mania.

De um lado: 12 tias, 11 tios, 25 primos, 12 primos de segundo grau. Do outro:  4 tios, 3 tias, 6 primos, 1 prima de primeiro grau. Tenho a maior família do mundo. Mentira. Somos numerosos e volumosos quantitativamente sim, mas também, principalmente, qualitativamente. 
Avós iluminados que educaram os seus. De um lado sucesso absoluto! 12 famílias que surgiram do nada e se ascenderam economicamente de forma impressionante sem deixar de lado os valores reais que as coisas têm. Do outro foi necessário maior capacidade intelectual e espiritual para que a educação fornecida fosse absorvida (sorte que foi com o meu pai).
A fórmula rígida de dona Maria e seu Rosalvo casada com a simplicidade e os valores de dona Lia e seu Mário originou o sucesso de minha família, os meus cinco que terão um post a eles dedicado em poucos dias.
Juntar esses 74 parentes sangue puro, mais os agregados, mais os amigos num almoço não foi completamente possível, mas gerou um resultado positivo. Encontros que há tempos não aconteciam de pessoas vindas de longe, vindas de perto, vindas de todo o canto por um único objetivo: celebrar a família. Encontros que geraram sorrisos, conversas, atualizações de fatos, e também muitas fotos.
Mas para mim o principal foi observar o sucesso daqueles que já se desenvolveram e que são frutos da mesma fórmula em que estou crescendo me dá segurança para sair trilhando nesse caminho. 
Seguir em frente, honrar a família, ser a família.


“Aquele que mal diz a sua casa, o vento será sua herança”